COM ATO NO MARACANA, RJ SAI NA FRENTE NA LUTA CONTRA ACIDENTES NA CONSTRUÇAO CIVIL
Ao sediar o Ato Público pelo Trabalho Seguro na Construção Civil no estádio do Maracanã nesta sexta-feira (2/3), o Estado do Rio de Janeiro sai na frente, mais uma vez, na luta pela eliminação dos acidentes de trabalho. Organizado pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, o evento insere-se entre as medidas do Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho , lançado pelo TST e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) em maio de 2011.
Ao centro, o ministro João Oreste Dalazen, presidente do TST e do CSJT, e a desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry,
presidente do TRT/RJ, com magistrados da Justiça do Trabalho
O objetivo dos organizadores é reproduzir o Ato Público em todos os 12 estádios que estão em obras para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014 , fazendo de cada operário um multiplicador do conhecimento sobre as medidas preventivas dos acidentes no trabalho. A construção civil está no centro das preocupações da segunda etapa do Programa, por ser de um dos setores que mais geram acidentes de trabalho no país e, principalmente, por ser a atividade causadora do maior número de mortes no trabalho.
No Rio, o Ato Público congregou ainda diversas instituições fluminenses que reafirmaram o compromisso de promover ações concretas e permanentes de prevenção. O Estado foi o primeiro a constituir um grupo local para desenvolver políticas de promoção da saúde do trabalhador -o Grupo de Trabalho Interinstitucional (Getrin) , numa iniciativa da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro (Setrab) que reuniu também o TRT/RJ, a Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região, a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1).
Em seu discurso durante o evento, o ministro João Oreste Dalazen, presidente do TST e do CSJT, resumiu os objetivos do Programa Nacional ao afirmar que "todos perdem com os acidentes de trabalho: a empresa, a previdência social e o país, mas, sobretudo, o empregado e sua família, pois nenhuma condenação na Justiça devolverá a saúde ou a vida perdidas em um acidente".
Em virtude das grandes obras de infraestrutura, como a construção de usinas hidrelétricas, e das obras voltadas para os grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos, a preocupação é de que o aquecimento do setor acabe se refletindo também num aumento do número de acidentes. Segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, em 2001 aconteceram no país cerca de 340 mil acidentes de trabalho, número que passou para 653 mil em 2007, e pulou para preocupantes 723 mil ocorrências em 2009.
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