22.3.12

Concessão de benefício por acidente de trabalho cai em Curitiba

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) diminuiu em 10,8%, no ano passado, a concessão de Auxílio-Doença para pessoas que sofreram acidentes no ambiente de trabalho na região de Curitiba, que abrange também as cidades da região metropolitana e do litoral. Segundo levantamento da instituição, foi autorizado o pagamento em 4.204 casos em 2011, contra 4.718 em 2010. Por outro lado, aumentou a quantidade de pensões por invalidez e morte em decorrência de acidentes de trabalho no mesmo período.

Durante o ano passado, o INSS concedeu 273 aposentadorias por invalidez e 27 pensões por morte depois de os segurados terem sofrido um acidente enquanto trabalhavam. Em 2010, esses mesmos benefícios somaram 245 e 25 casos, respectivamente. As estatísticas apontam uma elevação de 11,4% no número de aposentadorias por invalidez e 8%, nas pensões por morte.
Levantamentos em outras regiões mostram reduções mais expressivas. Em Maringá, por exemplo, o número de acidentes de trabalho diminuiu 26,7% entre 2010 e 2011, segundo o Ministério da Previdência Social. Os dados consolidados de todas as regiões ainda não foram reunidos pelo INSS.
Segurança
O chefe do Serviço de Saúde do Trabalhador do INSS em Curitiba, Simplício Carlos Barboza, acredita que a melhora mostra uma tendência de oferta de maior segurança aos trabalhadores. “A gente observa (esta melhora) mesmo com o mercado em alta, com geração de emprego e com as empresas em plena atividade. Isso é um bom aspecto dos programas de proteção de saúde ao trabalhador, que devem estar funcionando melhor.”
Já sobre o aumento de pensões e aposentadorias, Barboza explica que houve mais precisão nas notificações de casos durante as perícias. Ele descarta um agravamento dos acidentes de trabalho. “Este aumento é porque eu retornei à chefia e pedi aos colegas peritos para serem mais resolutivos neste sentido”, declarou.
O INSS só computa os casos em que o trabalhadores precisa ficar afastado mais de 15 dias do serviço. As estatísticas gerais são feitas pelo Ministério do Trabalho, mas o levantamento do órgão federal só deve ficar pronto no segundo semestre deste ano.
Fonte: Gazeta do Povo

http://www.fsindical.com.br/?p=3179