As péssimas condições de trabalho deixam milhares de trabalhadores inválidos todos os anos e ocasionam várias mortes
13 de março de 2012
Apesar de não haver números precisos quanto ao tamanho do estrago que é feito ao conjunto de trabalhadores em Frigoríficos, onde a incidência de acidentes no país e mais alarmante, os dados existentes, por si só já demonstram o descaso do governo com os patrões que, para manter seus lucros são capazes de deixar uma gama de trabalhadores deficientes físicos, imprestáveis para o resto de suas vidas ou mesmo ocasionando várias mortes por conta das péssimas condições de trabalho.13 de março de 2012
Para se ter uma idéia da destruição física e mental sofrida pelos trabalhadores, os dados divulgados pelo Observatório do Mercado de Trabalho Nacional, órgão ligado ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), desde 2001, quando a quantidade de trabalhadores acidentados era de 340.251 e em 2007 já estava em 653.090, isso sem contar que a quantidade de acidentes fossem maiores, pois um número enorme de empresas oculta tais acidentes e mesmo as que divulgam, muitas vezes deixam de emitir o CAT (Comunicado de Acidentes de Trabalho).
Só em frigoríficos o percentual é de mais de 27,5%, ou seja, quase um terço do número de acidentes. À medida que se observava o crescimento de acidentes, nos anos posteriores, o órgão deixou de divulgar novos dados.
A situação, em 2007, segundo o Observatório do Mercado de Trabalho Nacional era a seguinte: São Paulo é o Estado disparado com maior número de incidências deste gênero com 168.418, seguido do Ceará (52.213) e da Bahia (37.395). A capital paulista paga o preço de ser a espinha dorsal da produção nacional e assume também o topo estatístico com os acidentes femininos ocorridos no itinerário, são 63.945 mulheres contabilizadas, sendo que o Espírito Santo (16.498) e o Ceara (16.058) seguem as posições respectivamente.
No entanto, dados registrados pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) mostram que houve um aumento de 13% no ano seguinte, chegando a quase 750.000 casos.
A conivência do governo que está a serviço dos patrões, sanguessugas do esforço do trabalhador é a principal causa dos números alarmantes (bastante subestimados) de acidentes nas fábricas e o número não menos alarmantes de mortes por acidentes devido às péssimas condições de trabalho.
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