O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) registrou no ano passado pelo menos 1.606 acidentes de trabalho envolvendo funcionários efetivos e terceirizados da Petrobras na bacia de Campos, na região norte do Rio de Janeiro. O estudo aponta que cinco operários morreram enquanto trabalhavam nas plataformas de exploração de petróleo.
Segundo a assessoria de imprensa do sindicato, a pesquisa foi elaborada a partir das notificações (Comunicação de Acidente do Trabalho - CAT) enviadas pela própria Petrobras e pelas organizações que prestam serviço para a estatal. Porém, há possibilidade de que esse índice seja maior.
"Muitos casos deixam de ser registrados", afirmou ao UOL a responsável pelo departamento de assistência social do Sindipetro-NF, Maria das Graças Alcântara. "A Petrobras envia cópias do CAT porque existe um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] que o Sindipetro conseguiu na Justiça. Mas muitas empresas terceirizadas deixam de enviar", disse.
Dos 1.606 casos registrados, o Sindipetro-NF afirma que apenas 178 pessoas foram afastadas --somente dez deram entrada no benefício previdenciário (INSS) após mais de 15 dias de afastamento.
"Eu acredito que há funcionários que, mesmo sem condições de trabalhar, são deslocados para funções administrativas, por exemplo. (...) O trabalhador só procura o sindicato quando o problema fica mais grave", disse Alcântara.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula que os acidentes de trabalho geraram no ano passado um prejuízo de mais de R$ 200 milhões para a Petrobras, já que as plataformas são interditadas na maioria das ocorrências com vítimas.
Na versão da estatal, R$ 43,5 bilhões foram investidos nos últimos 12 anos em operações de segurança, meio ambiente e saúde.
"No período de 2000 a 2011, nossa Taxa de Frequência de Acidentados com Afastamento (acidentados com afastamento para cada milhão de horas de exposição ao risco) reduziu de 3,60 para 0,68, ou seja, 5,3 vezes", afirma a Petrobras.
A companhia petrolífera afirmou ainda que as taxas de acidentados fatais são menores em comparação com a "indústria de óleo e gás internacional (OGP) e da América Latina (Arpel). Em 2010, esta taxa na Petrobras foi de 2,6 vezes menor que a taxa da OGP, que é de 2,80".
A ocorrência mais grave provocou 11 vítimas fatais depois de uma série de explosões na plataforma P-36, em 2001. Nesta quinta-feira (15), o Sindipetro-NF organizará uma série de atos públicos para lembrar os 11 anos da tragédia.
*Com informações de Hanrrikson de Andrade, no Rio
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/03/14/petrobras-teve-1606-acidentes-de-trabalho-na-bacia-de-campos-em-2011-diz-sindicato.htm
Segundo a assessoria de imprensa do sindicato, a pesquisa foi elaborada a partir das notificações (Comunicação de Acidente do Trabalho - CAT) enviadas pela própria Petrobras e pelas organizações que prestam serviço para a estatal. Porém, há possibilidade de que esse índice seja maior.
"Muitos casos deixam de ser registrados", afirmou ao UOL a responsável pelo departamento de assistência social do Sindipetro-NF, Maria das Graças Alcântara. "A Petrobras envia cópias do CAT porque existe um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] que o Sindipetro conseguiu na Justiça. Mas muitas empresas terceirizadas deixam de enviar", disse.
Dos 1.606 casos registrados, o Sindipetro-NF afirma que apenas 178 pessoas foram afastadas --somente dez deram entrada no benefício previdenciário (INSS) após mais de 15 dias de afastamento.
"Eu acredito que há funcionários que, mesmo sem condições de trabalhar, são deslocados para funções administrativas, por exemplo. (...) O trabalhador só procura o sindicato quando o problema fica mais grave", disse Alcântara.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula que os acidentes de trabalho geraram no ano passado um prejuízo de mais de R$ 200 milhões para a Petrobras, já que as plataformas são interditadas na maioria das ocorrências com vítimas.
Outro lado
Em nota, a Petrobras afirmou que trabalha com "rígidos padrões de segurança e com práticas que permitem ao trabalhador parar em caso de dúvida", e que os procedimentos adotados "atendem integralmente às exigências feitas pelos órgãos reguladores".Na versão da estatal, R$ 43,5 bilhões foram investidos nos últimos 12 anos em operações de segurança, meio ambiente e saúde.
"No período de 2000 a 2011, nossa Taxa de Frequência de Acidentados com Afastamento (acidentados com afastamento para cada milhão de horas de exposição ao risco) reduziu de 3,60 para 0,68, ou seja, 5,3 vezes", afirma a Petrobras.
A companhia petrolífera afirmou ainda que as taxas de acidentados fatais são menores em comparação com a "indústria de óleo e gás internacional (OGP) e da América Latina (Arpel). Em 2010, esta taxa na Petrobras foi de 2,6 vezes menor que a taxa da OGP, que é de 2,80".
119 mortes desde 1998
Nos últimos 14 anos, 119 operários morreram em acidentes nas plataformas da Petrobras localizadas na bacia de Campos, segundo estimativas do sindicato. O Sindipetro-NF estima que a estatal possui um efetivo de cerca de 45 mil funcionários em atividade na região.A ocorrência mais grave provocou 11 vítimas fatais depois de uma série de explosões na plataforma P-36, em 2001. Nesta quinta-feira (15), o Sindipetro-NF organizará uma série de atos públicos para lembrar os 11 anos da tragédia.
*Com informações de Hanrrikson de Andrade, no Rio
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/03/14/petrobras-teve-1606-acidentes-de-trabalho-na-bacia-de-campos-em-2011-diz-sindicato.htm