13.5.12

Arena Pantanal é modelo de responsabilidade social

Além de não registrar qualquer acidente de trabalho desde o início das obras em abril de 2010, condição que evidencia a preocupação com a segurança e a saúde dos trabalhadores, a Arena Pantanal é referência no quesito sustentabilidade social.

A construção do novo estádio que sediará os jogos da Copa de 2014 agrega diversas iniciativas que promovem a inclusão social. Um legado que o governo do Estado, por meio da Secopa, já assegura a centenas de trabalhadores.

O canteiro de obras abriga trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão e reeducandos egressos do sistema prisional. Além disso, trabalhadores são capacitados através dos programas de formação profissional e alfabetização no próprio local de trabalho.

O consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior, contratado pela Secopa para a execução da obra, já emprega os princípios do trabalho decente. Todos os direitos trabalhistas são respeitados e os acordos coletivos asseguram vários benefícios, sob fiscalização permanente dos órgãos de controle.

Mas a busca pela inserção social vai mais longe. Há um ano, a Arena colocou em prática um programa pioneiro no país, que permite a contratação e qualificação de egressos do trabalho escravo. Vinte e quatro trabalhadores já trabalham com carteira assinada, recebendo alojamento, alimentação e capacitação.

O programa mereceu elogios do coordenador do Projeto Nacional de Combate ao Trabalho Escravo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Luiz Machado. Ele ressaltou que o projeto desenvolvido em Cuiabá é o primeiro do Brasil e mostra que Mato Grosso vem atuando de forma exemplar no resgate social desses trabalhadores. "A OIT pretende levar a ideia desenvolvida aqui na Arena Pantanal a outros estados", disse o coordenador.

Cuiabá também foi a primeira cidade-sede a admitir reeducandos nas obras da Copa. Desde agosto de 2010 um grupo de presidiários trabalha com carteira assinada na Arena Pantanal, após passar por capacitação e treinamento. O convênio foi firmado com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio do Poder Judiciário estadual.

Há também um programa contínuo de treinamento, empregando moradores da comunidade local que passam a ter uma profissão ligada à construção civil, como a de pedreiro ou carpinteiro. Todos também podem participar do programa de educação básica, que alfabetiza trabalhadores no próprio canteiro de obras.

Renda para ribeirinhos

Todo o carbono emitido na construção do novo estádio já começou a ser compensado, com a vantagem de gerar renda para as comunidades ribeirinhas. A sustentabilidade ambiental da Arena ainda promove a inclusão social.

As comunidades de nove municípios plantarão 1,4 milhão de árvores em pontos onde há degradação, ao longo das margens dos rios Cuiabá, Paraguai e São Lourenço, formadores do Pantanal. Para cada tonelada de carbono emitido, são necessárias sete novas árvores para a compensação. A primeira cidade a receber o plantio de 500 árvores pelo projeto Copa Verde foi Santo Antônio do Leverger, onde o projeto foi iniciado em junho de 2011.

O modelo de pagamento por serviços ambientais leva a quase três mil famílias ribeirinhas a oportunidade de se adequar às leis de proteção ao meio-ambiente, e através da preservação da mata ciliar obter uma nova fonte de renda.

O crédito de carbono gerado pelas novas árvores é comprado pela Secopa junto aos ribeirinhos, através de uma parceria com o Instituto Ação Verde. Nos próximos três anos serão destinados R$ 3,5 milhões para o projeto, dos quais R$ 710 mil pagos diretamente aos moradores.

O modelo resolve quatro problemas simultaneamente: a recuperação do leito dos rios, a regularização ambiental dos sítios, o fortalecimento da consciência ecológica e a criação de uma nova fonte de renda. Cada proprietário vem recebendo as mudas e toda a assistência técnica gratuitamente por meio do Instituto Ação Verde.

http://www.extramt.com.br/2009/noticia.php?codigo=2778