O Sindicato da Construção de Portugal afirmou hoje que os acidentes de trabalho mortais no setor estão a aumentar, em parte porque os empresários do setor “desinvestem na segurança”.
De acordo com o presidente do sindicato, Albano Ribeiro, desde o princípio do ano registaram-se 20 mortes em acidentes laborais na construção, mais quatro do que em período homólogo do ano passado.
Só num acidente de trabalho em Setúbal morreram cinco operários.
O último caso fatal ocorreu segunda- feira em Lavra, Matosinhos, vitimando um operário de 42 anos, que caiu de uma altura de seis metros, quando participava em trabalhos de reabilitação de uma casa.
“Neste caso, tem que haver intervenção criminal”, defendeu o sindicalista, afirmando que não havia “proteção individual e coletiva” legalmente exigível.
A Autoridade para as Condições de Trabalho esteve em Lavra a avaliar as circunstâncias do acidente de trabalho, não se conhecendo ainda as suas conclusões.
“Foi um caso que me chocou muito e que quero que não se repita”, acrescentou Albano Ribeiro, que foi ao local mostrar aos jornalistas as circunstâncias da ocorrência.
Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical anunciou que vai pedir uma reunião urgente ao inspetor- geral de Trabalho, para abordar estas matérias.
“Não queremos que a sinistralidade laboral na construção volte aos níveis da década de 90, altura em que chegaram a morrer 210 trabalhadores num só ano”, declarou o sindicalista.
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